Enquanto milhares de pessoas tomavam as ruas durante os protestos em Paris, na França, cristãos aproveitaram o momento para pregar o Evangelho e anunciar que há esperança em Jesus.
A ação foi liderada por Victor Otavio Serpa Martins e Adriano do Nascimento, evangelistas do ministério Presence Revival, que compartilharam a Palavra de Deus nas ruas da capital francesa.
Com uma caixa de som e um microfone nas mãos, os cristãos chamaram atenção ao declarar a passagem de João 3:16, que diz:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
“Deus amou tanto a França, Deus amou tanto os franceses, que deu o seu Filho unigênito, para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna. Jesus é o caminho, Jesus é a verdade, Jesus é a vida”, disse Victor Otavio.
E continuou: “Ele é o único nome que pode te dar a justiça. Você, que deposita fé na sua própria justiça, você, que tem fome de justiça — você pode ser saciado. Cristo pode saciar a sua alma, Jesus pode saciar o seu coração e lhe oferecer a vida eterna”.
‘Para que Paris não pereça’
Durante a pregação, os cristãos encorajaram os franceses a depositar sua fé no Senhor: “França, Jesus chama vocês”.
“Enquanto manifestantes tomavam, mais uma vez, as ruas de Paris, demonstramos o amor de Jesus no coração da cidade. Para que Paris não pereça, mas que o povo da França tenha a vida eterna”, afirmaram os evangelistas.
Por fim, eles citaram o versículo de 2 Timóteo 4:2 e disseram: “Nenhum lugar, por mais sombrio que seja, está fora do alcance do amor de Deus. ‘Pregue a palavra; esteja preparado a tempo e fora de tempo’.”
Com base na Holanda, o Presence Revival é um ministério que promove adoração e oração, e tem como objetivo tornar a presença de Deus visível em lugares de influência.
Protestos em Paris
A ação evangelística aconteceu durante uma onda de protestos na França. Pelo segundo sábado consecutivo, milhares de manifestantes tomaram as ruas de Paris em atos contra o alto custo de vida e os problemas nos serviços públicos.
As autoridades francesas mobilizaram cerca de 70 mil agentes em todo o país para acompanhar as manifestações. Na capital, a prefeitura estimou em 110 mil o número de manifestantes, enquanto a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) citou 250 mil.
Segundo o Correio Braziliense, também houve marchas em Nantes, Bordeaux, Toulon e Rennes. Em todo o país, cerca de mil manifestantes foram detidos. Ao contrário do protesto anterior, não houve registro de vandalismo.
Os protestos reuniram estudantes, trabalhadores e sindicatos em diferentes cidades da França. No entanto, as autoridades afirmaram que grupos radicais e jovens envolvidos em saques aproveitaram as manifestações para provocar tumultos.
Na capital, o esquema de segurança foi reforçado para evitar novos episódios de vandalismo e saques registrados na semana anterior. Soldados de uma unidade militar antiterrorismo patrulharam a avenida Champs-Élysées, enquanto viaturas policiais circularam nas proximidades do Arco do Triunfo.
O clima de tensão também afetou o comércio e o turismo. Lojistas protegeram vitrines com tábuas, mais de 20 estações de metrô foram fechadas e instituições culturais conhecidas, como o Museu do Louvre, o Musée d’Orsay e a Ópera de Paris, suspenderam as atividades preventivamente.



